sexta-feira, 18 de novembro de 2011

AIEA deve adotar resolução que condena o Irã nesta sexta

Relatório da agência da ONU confirmou que país tenta produzir bomba atômica




AIEA deve adotar resolução que condena o Irã nesta sexta
O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve adotar nesta sexta-feira em Viena uma resolução de condenação ao Irã por trabalhar em um programa atômico militar, segundo informações recebidas da agência nuclear da ONU.
O mal-estar do conselho teve origem no mais recente relatório do diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, que na semana passada divulgou uma longa lista de acusações baseadas em informações recebidas pelos serviços de inteligência de uma dezena de países. Segundo essas informações, que a AIEA considera "confiáveis" e "consistentes", os técnicos iranianos teriam trabalhado no desenvolvimento de um "projeto próprio" para uma arma nuclear. Além disso, o relatório de Amano fala de experimentos com explosivos especiais e do desenvolvimento de detonadores, entre outras atividades relevantes para a produção de uma bomba.
O Conselho de Governadores, órgão executivo da AIEA ao qual pertencem 35 países, votará ou aprovará por consenso a resolução apresentada por Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha. O texto expressa "profunda e crescente preocupação" pelo programa nuclear do Irã, embora não mencione uma nova denúncia ao Conselho de Segurança da ONU, onde o caso iraniano já é tratado desde 2006. Segundo fontes diplomáticas, com esta resolução a comunidade internacional quer realizar uma "declaração simbólica", que no entanto não tem consequências legais para o Irã.
Na quinta-feira, o diretor-geral da AIEA reivindicou um "diálogo verdadeiro" sobre as possíveis dimensões militares do programa atômico iraniano. Amano propõe enviar ao Irã uma missão especial de especialistas liderada pelo inspetor chefe de desarmamento da AIEA, o belga Herman Nackaerts. Para esta sexta-feira está previsto um debate no plenário do Conselho de Governadores, e espera-se que o Irã defenda sua posição, enquanto os países ocidentais destacarão mais uma vez sua preocupação.

Fonte: Veja.com

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