Afirmação foi feita por major responsável pelas buscas; oito estão desaparecidos
O Corpo de Bombeiros de Brasília (DF) ainda trabalha com a possibilidade de encontrar sobreviventes do naufrágio que ocorreu, na noite deste domingo (22), no lago Paranoá. O major Adriano Azevedo, que responde pela operação de resgate, ressalta, porém, que as chances de encontrar pessoas com vida estão ficando mais remotas com o passar do tempo.
- Há esperança de encontrar sobreviventes porque as pessoas se dirigiram para vários locais nas margens do lago, então há a esperança de a pessoa ter ido embora e não ter comunicado, estar em um hospital particular. Mas temos que pensar em vítimas fatais também.
A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira (23). Apesar de a hipótese de haver sobreviventes, o Corpo de Bombeiros pediu aos parentes dos desaparecidos que se dirijam ao IML (instituto Médico Legal) para aguardar novas informações. Por volta das 10h40, as famílias estavam no clube da Ascade (Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados), onde se concentram as buscas pelos oito desaparecidos.
102 passageiros
De acordo com as últimas informações do Corpo de Bombeiros, 102 pessoas estavam a bordo da embarcação. Destas, 94 foram resgatas. Um bebê de sete meses morreu. Oito pessoas estão desaparecidas, entre elas uma criança de 10 anos. Na noite do domingo, os bombeiros chegaram a dizer que a embarcação levava 104 passageiros.
Acidente
O acidente deste domingo ocorreu por volta das 21h. A suspeita é de que uma lancha teria batido no barco, que afundou em poucos minutos. A embarcação, de dois andares, é usada normalmente para festas no lago, e tem capacidade para 90 pessoas. Na manhã desta segunda-feira (23), trinta mergulhadores participam das buscas.
Trinta mergulhadores fazem buscas
Naufrágio de barco deixa um bebê morto
Bombeiros retomam buscas no lago
Uma operação com três lanchas, 25 mergulhadores, 56 bombeiros e dois helicópteros fez a busca das vítimas durante toda a madrugada. Pelo menos 11 sobreviventes, dos 94 resgatados, nadaram sozinhos até a margem. Uma base de operações dos bombeiros foi montada no clube da Ascade (Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados) para atender às vítimas. Dos resgatados, três foram encaminhados para o hospital, sem ferimentos graves.
O delegado fluvial da Marinha do Distrito Federal, comandante Fabio Rogério Leite, disse que um inquérito administrativo foi aberto para investigar o acidente. Segundo o comandante, a embarcação - que estava regularizada - adernou pela popa, o que ajudou a afundar mais rápido.
Fonte:Mariana Londres, do R7, em Brasília.Texto












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