FILI
PENSES CAP.1:21
– “ Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.”
Nesta edição, comentaremos alguns trechos da carta do apóstolo Paulo à Igreja de Filipos, fazendo uma breve aplicação do texto às questões missionárias. Em termos gerais, temos a Trindade Celeste, representada pelo próprio Deus, como o maior missionário de todos os tempos, pelo fato do envio do Senhor Jesus para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores. Porém, do ponto de vista humano, o apóstolo Paulo demonstrou uma paixão muito forte por missões. Sua dedicação em prol da evangelização dos gentios, faz dele o maior missionário de todos os tempos. Mas como ele mesmo diz escrevendo aos corintos, esta é uma obrigação a mim imposta, não há do que me gloriar, mais ai de mim, se não anuncio o Evangelho.
O apóstolo inicia a carta rendendo louvores a Deus pela vida da Igreja de Filipos, pelo amor e compaixão dos irmãos, uns para com os outros e para com o próprio apóstolo, e pelo apoio recebido deles, em favor do Evangelho. É um sentimento percebido nos versículos sete e oito do primeiro capitulo: “Pois todos vós sois participantes comigo da Graça, tanto nas minhas prisões como na defesa e confirmação do Evangelho, tendo Deus como testemunha de que tenho saudades de todos vós”. Este reconhecimento do apóstolo, dá-nos a idéia do que é ser um autêntico missionário, do que é realmente amar missões. E olha que ele não estava em um palácio, em uma manção, ele estava numa prisão romana, e possivelmente sofrendo torturas. Quando diz que o viver pra ele é Cristo, e que o morrer é lucro, ele quer dizer que pra ele, o melhor era estar com Cristo, mas por causa do crescimento da Igreja, do seu intenso amor pro missões, era necessário que ele permanecesse em carne.
É impossível aceitar a idéia de se enviar ao campo missionário, Obreiros que não tenham essas qualidades identificadas na vida do apóstolo. Ele segue brilhantemente os passos do Mestre do Amor, amando os irmãos de forma muito intensa, ao ponto de esvaziar de si, e dizer que o que importava era que o amor de Deus estivesse agindo em seus corações, e que levassem adiante a causa da evangelização. Pra ele, o viver e o morrer era a mesma coisa, contanto, que estivesse com Cristo, e que a Obra fosse realizada. Logo, pra se fazer missões é preciso renúncia, desfazer-se dos sonhos de realizações pessoais, e viver os Sonhos do Senhor Jesus, tendo Ele e sua Palavra como fonte absoluta de vida.
O amor por missões continua no capitulo dois, quando dos aconselhamentos carinhosos aos irmãos, a que se mantenham na fé e no amor de Cristo. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, sendo Deus, não usufruiu deste atributo, preferindo esvaziar a si mesmo, tomando a forma de servo, tornou-se semelhante aos homens, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” Essa preocupação do apóstolo com o discipulado, que é uma ferramenta indispensável no campo missionário, é percebida quando ele menciona na carta, da necessidade de enviar Timóteo para ensiná-los. “Porque nenhum outro tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso bem estar.” Falando do fervor e dedicação do missionário Timóteo à causa do Evangelho e do pastoreio da Igreja.
No capítulo três, ele combate contra os maus obreiros, a falsa circuncisão e a falsa religião, produzida pelo legalismo, disseminada por esses falsos obreiros. Confrontando as idéias da Lei em detrimento da Graça de Deus, ele escreve: “Se algum outro julga confiar na Lei, ainda mais eu, que sou hebreu de hebreu, circuncidado ao oitavo dia, fariseu segundo a Lei, e por causa do zelo pela Lei, persegui a Igreja de Cristo, e quanto ao que há de justiça na lei, fui irrepreensível.” Porém, para missões, que é o ato da demonstração da Graça de Deus aos povos, o que interessa está no versículo sete deste capítulo: “Mas para mim o que era lucro, passei a considerá-lo como perda, por amor de Cristo.” Ao missionário é exigido prudência quanto ao legalismo, em detrimento da aplicabilidade da doutrina bíblica da justificação pela Graça através da fé.
Suas considerações finais à Igreja Filipense, são iniciadas de uma forma brilhante, dizendo: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.” Note o amigo leitor que ele se lança espontaneamente como um exemplo a ser seguido. Isso é exigido do missionário no campo. É preciso que seu modo de vida fale tão alto quanto os sermões por ele pregados. Mesmo encarcerado, torturado, ele manteve seu testemunho intacto. E pelo que entendemos, fundou naquele lugar uma congregação, percebido quando das saudações: “Os irmãos que estão comigo vos saúdam. Todos os santos vos saúdam, especificamente os que são da casa de Cezar”.
Percebe-se nesta carta, os muitos exemplos de um autêntico missionário, no entanto, a Igreja filipense nos dá uma linda lição do que é ser uma Igreja verdadeiramente missionária. E isto é demonstrado pelo testemunho do próprio apóstolo no versículo 16 do último capítulo: “Estando eu em Tessalônica, por duas vezes mandastes suprir minhas necessidades”. Daí muitos poderão pensar que o importante é a contribuição financeira, e diríamos que isto não é tudo. E o próprio Paulo responde: “Não que procuro dádivas, mas o fruto que cresça para vossa conta”. A uma Igreja que quer fazer missões, é necessário um maior envolvimento com a causa missionária. É preciso investir tempo, aprendizado, dedicação, visitas constantes ao campo, interagir com os missionários, e acima de tudo, intercessão contínua em favor da Obra de Evangelização dos povos. O missionário, lá no campo, precisa sentir este apoio. Esse amor precisa ser percebido por eles. É a força que o fará enfrentar desafios ainda maiores.
Amados, envolvam-se com a Obra Missionária! Interceda pela Obra! Visite os missionários! Vivam missões! Sejamos uma Igreja verdadeiramente missionária! Isso sim, o Senhor espera de nós!!!!!
Maranata!!!!!!!!
SEMADETER
Secretaria de Missões da Assembléia de Deus de Tangará da Serra.
Silas Vieira
Secretario Adjunto de missões
silasrodvieira@gmail.com











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